Ano novo, o mesmo mundo: quando mudar o olhar é mais urgente do que mudar o calendário

Por Fredi Jon Todo fim de ano repete um ritual conhecido: promessas, listas, votos de renovação. O calendário muda, os fogos iluminam o céu e, por algumas horas, parece que a vida ganhará um novo enredo. Mas passado o espetáculo, o que permanece é quase sempre o mesmo cenário — os mesmos conflitos, as mesmas desigualdades, os mesmos dilemas pessoais e coletivos. Talvez o erro esteja na expectativa. Não é o tempo que nos trai; somos nós que insistimos em olhar os velhos problemas com lentes gastas. A ideia de…

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Presentes Caros, Valores Baratos – O Natal em tempos de consumo, certezas vazias e silêncio interior

Por Fredi Jon O Natal chega e o ser humano corre — não para dentro de si, mas para o cartão de crédito. Compra-se como quem tenta anestesiar o incômodo de existir. Quanto mais vazio, mais sacola. Chamamos isso de tradição, mas soa mais como fuga. Se o Natal fosse cancelado, o que sobraria de nós? Silêncio? Afeto? Ou só a ansiedade por não saber quem somos sem o ritual do consumo? Vivemos a era da certeza sem estudo. Nunca se leu tão pouco e nunca se falou tanto. Opinião…

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Natal não é troca. É encontro.

Por Fredi Jon O Natal nasceu como um ritual de valores, mas aos poucos foi sendo reduzido a um ritual de trocas. Trocam-se caixas, embrulhos, senhas, cliques. Pouco se trocam presença, escuta, verdade e tempo. Talvez porque valores exigem entrega real — e presentes podem ser comprados com pressa. O ser humano moderno não deixou de amar; deixou de sustentar o amor com atenção contínua. É mais fácil comprar algo do que olhar alguém nos olhos. É mais confortável deslizar o dedo pela tela do que sustentar o silêncio de…

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A Escuridão que não se apaga: Quando a falta de energia é apenas o reflexo de uma crise maior

Por Fredi Jon A falta de luz vai muito além da simples ausência de energia elétrica. Ela reflete uma lacuna profunda na consciência coletiva e na forma como as estruturas de poder e de fé têm conduzido a sociedade. Quando falamos em “falta de luz”, não nos referimos apenas à escuridão nas ruas, mas à escuridão nas mentes, naqueles que governam e nas instituições que deveriam ser os faróis de orientação e solução para os problemas da população. Na política, a falta de luz é uma metáfora poderosa para a…

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Dia do Músico em tempos de IA: A voz que ainda vem da alma

Por Fredi Jon Em tempos em que a inteligência artificial compõe sinfonias, afina vozes e até tenta reproduzir emoções, o Dia do Músico surge como um convite à reflexão sobre a essência do som humano. As máquinas aprendem padrões, mas desconhecem o instante sagrado em que o silêncio se transforma em sentimento. A tecnologia pode gerar acordes impecáveis, mas não entende o arrepio que antecede o primeiro toque de um violão, nem o olhar que o músico lança ao público antes de cantar o que ainda não sabe dizer em…

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O silencio dos 364 dias

Por Fredi Jon A pior forma de racismo não é discutir o tema no Dia da Consciência Negra — é fingir que o problema só existe nele. Transformar um drama histórico em uma data específica é confortável demais para um país que insiste em se enxergar como “cordial”. É fácil postar no dia 20 de novembro; difícil é encarar o restante do ano em que os números continuam gritando e quase ninguém escuta. Se a desigualdade não tira férias, por que a consciência deveria? Se a violência contra jovens negros…

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Dia nacional da filosofia e o impacto da mídia: Entre reflexão, manipulação e superficialidade

Por Fredi Jon Hoje, 18 de outubro, celebramos o Dia Nacional da Filosofia, ao mesmo tempo em que se comemora o Dia da Televisão. Essa coincidência nos convida a refletir sobre dois mundos aparentemente antagônicos: de um lado, a filosofia, que busca a profundidade do pensamento e a verdade; de outro, a televisão e a mídia em geral, que, muitas vezes, se tornaram instrumentos de manipulação e superficialidade. A televisão, inicialmente vista como uma ferramenta de educação e informação, se transformou em um poderoso veículo de entretenimento e consumo rápido…

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A Guerra Silenciosa pela Sobrevivência dos Reinos

Por Fredi Jon Enquanto os seres humanos discutem índices econômicos, áreas de expansão urbana e novas fronteiras tecnológicas, uma batalha constante se desenrola diante de nossos olhos — silenciosa e ancestral. Os demais reinos da vida — animais, plantas, fungos e microrganismos — seguem investindo cada energia na simples missão de existir. Eles lutam, adaptam-se, cooperam e resistem. Vivem porque nasceram para viver, não para acumular, dominar ou lucrar. Uma árvore busca água onde parece não haver nada. Um pássaro viaja milhares de quilômetros movido apenas por seu instinto. Um…

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A cegueira ideológica e o teatro das cortinas de fumaça

Por Fredi Jon No palco político brasileiro — e mundial — o espetáculo já não é mais sobre ideias, mas sobre torcidas. De um lado, militantes defendem seus políticos com fervor religioso; do outro, adversários fazem o mesmo, como se o poder fosse um time de futebol e a verdade, apenas um detalhe incômodo. Nesse embate sem lucidez, o debate público virou uma arena de ruídos, e a verdade… se esconde nos bastidores, abafada por aplausos ensaiados e vaias programadas. As redes sociais, antes celebradas como ferramentas de democratização da…

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Fredi Jon – Cantando a vida mesmo quando a morte é bate à porta

A morte nunca pede licença. Chega como o vento, muda tudo de lugar e nos deixa diante do irreversível. Em 2008, Fredi Jon sentiu seu peso três vezes. Em maio, perdeu Antônio Carvalho, o amigo cuja voz ressoava entre reflexões e conversas sobre o mundo. Em agosto, o golpe foi mais profundo—seu pai, Jorge, partiu, deixando para trás um silêncio tão grande que parecia preencher cada canto. Mas a morte ainda não havia terminado. Em 2 de novembro, levou sua mãe. Como se seguisse uma lógica cruel, esperou o Dia de Finados para encerrar um ciclo que Fredi jamais quisera ver completo

A morte nunca pede licença. Chega como o vento, muda tudo de lugar e nos deixa diante do irreversível. Em 2008, Fredi Jon sentiu seu peso três vezes. Em maio, perdeu Antônio Carvalho, o amigo cuja voz ressoava entre reflexões e conversas sobre o mundo. Em agosto, o golpe foi mais profundo—seu pai, Jorge, partiu, deixando para trás um silêncio tão grande que parecia preencher cada canto. Mas a morte ainda não havia terminado. Em 2 de novembro, levou sua mãe. Como se seguisse uma lógica cruel, esperou o Dia…

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