Com a aproximação do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, ganha destaque um tema que vai além da estética.
Pesquisa publicada na Personality and Social Psychology Bulletin aponta que a autoestima elevada está diretamente associada a maiores níveis de satisfação com a vida, saúde mental e realização pessoal. Em outras palavras, sentir-se bem consigo mesma é fator determinante de bem-estar.
Nesse contexto, cuidar da aparência pode representar um gesto legítimo de autocuidado. Porém, ainda assim, especialmente para as mulheres, o tema costuma vir acompanhado de cobranças sociais e padrões muitas vezes excessivos.
Especialista no assunto com mais de 30 anos de experiência clínica e acadêmica, Dr. Helder Menezes afirma que o tema precisa ser conduzido com maturidade.
“A estética acompanha a história da humanidade. E o ponto central aqui deve ser sobre a motivação. O problema não é querer se cuidar, mas fazer isso por comparação ou pressão externa. Quando o procedimento nasce de um desejo interno, ele pode contribuir positivamente para a autoestima”, avalia o professor e coordenador do primeiro curso de cirurgias da face reconhecido pelo MEC em Uberlândia (MG).
Procedimentos em alta exigem responsabilidade redobrada
A harmonização orofacial reúne procedimentos minimamente invasivos voltados à melhora das proporções faciais e à suavização dos sinais do tempo. Entre os mais procurados estão a aplicação de toxina botulínica, preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno, fios de sustentação e rinomodelação.
Contudo, Menezes faz um alerta sobre o crescimento de procedimentos excessivos ou mal indicados, pois casos de insatisfação e resultados artificiais têm se tornado mais frequentes, muitas vezes associados à falta de planejamento adequado.
“A indicação para o tratamento deve ser sempre individualizada. Cada rosto possui características próprias. O objetivo não é transformar a identidade da paciente, mas valorizar traços, respeitando a naturalidade”, explica.
Menezes enfatiza que a harmonização facial exige conhecimento anatômico profundo e avaliação criteriosa, cabendo ao profissional orientar, inclusive, quando a melhor conduta é não realizar o procedimento.
“Buscar procedimentos estéticos pode ser um ato de fortalecimento, desde que guiado por informação, equilíbrio e acompanhamento profissional qualificado”, diz.
Sobre Dr. Helder Menezes
Dr. Helder Menezes é Mestre em Ciências Odontológicas pela UFU e Doutor pela Universidade São Leopoldo Mandic (SP). Especialista em Periodontia, Implantodontia e Harmonização Orofacial, além de biomédico, atua há mais de 30 anos nas áreas clínica e acadêmica. É referência em cirurgias da face e reabilitação oral, com aproximadamente 15 mil implantes realizados ao longo da carreira. Coordena o primeiro curso de especialização em cirurgias da face de Uberlândia reconhecido pelo MEC e é cofundador da HD Ensinos Odontológicos, centro de pós-graduação que já formou mais de três mil alunos.
