Atmosfera de liberdade

Tia Gertrudes, 2018 acrílica sobre tela Lisete Teresinha Chies apresenta uma maneira própria de tratar as figuras humanas. Realiza uma reflexão visual que ultrapassa o realismo e mergulha em potencialidades do fazer que revelam um compromisso com o entendimento da arte como um potencial ato de liberdade de criação artística. A diversidade de seres apresentados é um ato de exaltação da vida. Existe uma visão prazerosa da existência e uma exaltação de um futuro regido pelos diálogos horizontalizados entre os mais variados tipos de pessoas. Assim, as imagens oferecem uma confiança…

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Sinfonia das Cores

Diversos pintores trabalharam conscientemente as aproximações entre as artes visuais e a música. Isso foi feito de muitas maneiras, desde as mais explícitas, com referências mais diretas a elementos sonoros, àquela mais sutis, que aludem a ritmos e harmonias atingidos pela composição e pelo modo como cores e formas são distribuídos na tela. Kandinsky por exemplo, disse que “(…) o parentesco entre a pintura e a música é evidente (…); um som (…) provoca uma associação de cor precisa (…); ‘ouvimos’ a cor e ‘vemos’ o som”. Portanto, a integração…

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Caijá

Helenita Teixeira – Caijá – acrílica sobre tela – 50 x 40 cm Retratar seres humanos sempre é um desafio. Quando a jornada visual inclui lidar com povos indígenas, enfoques ligados à ancestralidade dos povos originários devem ser levados em conta. Não se trata apenas de realizar a representação de um corpo, mas de lidar com uma história plena de dores e apagamentos. Helenita Teixeira enfoca o tema com delicadeza. Além de questões meramente técnicas, há um tópico sempre a ser lembrado que é o respeito. Isso se dá não somente na criação dos…

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É arte ou jogo fora? Série de Danilo Cunha

Fala-se muito do que seja arte, mas poucas vezes ela é de fato respirada como se fosse oxigênio. Esta série de Danilo Cunha é uma proposta nesse sentido. Ele experimenta técnicas, suportes e materiais de modo a transformá-la em um permanente questionamento da interpretação da existência. Suas criações são artísticas no sentido de ultrapassar o utilitário e o uso prático, introduzindo o observador na esfera do prazer dos sentidos, do intelecto e da emoção. Assim, o seu fazer está além de assuntos cotidianos, embora deles se alimente, e mergulha em…

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Olhos que criam

A arte de Gideon é um mergulho no traço. Seus desenhos com canetas esferográfica são uma maneira de se comunicar com o espaço e de estabelecer uma narrativa sobre um local específico, o BOS – Banco de Olhos de Sorocaba, SP. Suas imagens trazem a sua interpretação visual do local e das pessoas que fazem a história da instituição. Por meio de suas obras, o artista apresenta uma percepção em que muitas vezes trabalha com cheios e vazios de modo a instaurar uma dinâmica que lança um olhar para seus…

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Neoclipes

A criação das esculturas de Sanagê é um diálogo com o espaço. Seja na horizontalidade ou na verticalidade, o artista trabalha com as relações entre as áreas cheias e as vazias no sentido de suscitar a busca de uma compreensão das interrogações que cercam a nossa caminhada existencial. Assim, cada movimento visual do artista aponta na direção de um mistério. O maior de todos está exatamente na pesquisa que circunda o elemento essencial de seu processo, que está nos clips. Esses materiais de escritório, com suas múltiplas possibilidades de desdobramentos…

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Ilhas Conexas

A instalação “Ilhas Conexas”, do artista visual Sanagê Cardoso, apresenta 36 obras laranjas coloridas com pintura eletrostática agrupadas no centro do espaço e penduradas por cabos de aço. Por meio de roldanas, cada visitante pode interferir na composição do conjunto. Visitar a exposição significa experimentar uma lúdica e artística experiência de agregação social. Vivencia a prática de participar de instalação feita de esculturas com formato que remete a clipes de uso cotidiano. Assim, aquilo que parece ser comum ganha dimensões inesperadas. Para descobrir qual roldana cada clipe movimenta o diálogo…

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Campo de experimentações

O escritor norte-americano Kurt Vonnegut afirmou: “Temos que seguir pulando dos penhascos continuamente e desenvolvendo nossas asas na descida”. Este livro do artista visual Danilo Cunha convida a realizar essa jornada na mescla as fotografias realizadas na rua com as texturas e os materiais diversos que utiliza em seus cadernos. Trata-se de uma pesquisa que constitui um corajoso mergulho em diversas visualidades e materiais. Atinge amplas significações justamente pelo desenvolvimento constante de asas que mesclam a técnica e a criatividade. Assim, com ousadia, ocorre a busca por respostas a suas…

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Pelos caminhos do café

Esta exposição tem o café como assunto central, mas não se restringe a ele. Pelo contrário, trata-se do ponto de partida para uma reflexão sobre os diversos aspectos que estão ao seu redor, desde a sua origem até as memórias afetivas que traz para cada um de nós. O projeto de Rosangela Politano foi desenvolvido ao longo de quatro anos de pesquisa e, principalmente, da vivência com essa cultura, entendida tanto no sentido de cuidar do café desde o plantio até a colheita, passando pelos mecanismos que levam à sua…

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Cinco qualidades para ver a arte

O poeta português Fernando Pessoa, na “Nota Preliminar” de seu célebre livro “Mensagem”, aponta que “o entendimento dos símbolos e dos rituais (simbólicos) exige do intérprete que possua cinco qualidades ou condições, sem as quais os símbolos serão para ele mortos, e ele um morto para eles.” A prática do exercício de interpretação do conhecimento, nesse sentido, é muito salutar. Cada obra, com uma poética a ser desenvolvida, estabelece para o observador um mergulho em um universo visual distinto. A primeira qualidade que Pessoa aponta naquele que se propõe a…

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