Aluno do Colégio Marista Dom Silvério conciliou rotina de atleta de natação com preparação diária para competição nacional
Curiosidade insaciável, disciplina diária e paixão pelo conhecimento levaram o estudante Arthur Mello Coelho da Silva, de apenas 15 anos, ao lugar mais alto do pódio na Olimpíada Brasileira de Física. Mesmo ainda no ensino fundamental na época da prova, o jovem decidiu ir além do conteúdo escolar, mergulhando em temas avançados da disciplina e transformando o desafio em conquista nacional.
A rotina de Arthur foi marcada por disciplina e curiosidade. Mesmo ainda no ensino fundamental na época da prova, ele passou a estudar cerca de duas horas por dia, utilizando livros especializados e resolvendo provas de edições anteriores da olimpíada. Para avançar no conteúdo, precisou aprender temas previstos até o 3º ano do ensino médio.
“Apesar de já estar confiante, a medalha de ouro sempre é uma surpresa positiva. Fiquei orgulhoso de mim mesmo”, afirma o estudante. Segundo ele, o objetivo inicial não era necessariamente o pódio, mas o interesse genuíno pela disciplina. “Sempre aprendi porque gosto. O processo vale mais que o resultado.”
Durante a preparação, Arthur também contou com o apoio próximo do professor de Física, Fábio Juste Moreira, que o auxiliou desde a etapa de inscrição na olimpíada e esteve ao seu lado ao longo de todo o processo de estudos. O docente acompanhou a evolução do aluno e contribuiu para a organização da rotina de preparação e aprofundamento dos conteúdos.
Além dos estudos,ele também se dedica à natação, atividade que, segundo ele, contribui para o equilíbrio emocional diante dos desafios acadêmicos. A combinação entre esporte e aprendizado foi fundamental para manter a constância durante a preparação.
Para o professor Fábio, o talento do aluno ficou evidente desde o início do ano letivo. “Ele sempre demonstrou grande interesse e curiosidade. Não se contenta com o básico e busca entender os conceitos de forma aprofundada, trazendo dúvidas e referências além do conteúdo trabalhado em sala”, explica.
De acordo com o docente, a prova da olimpíada exige raciocínio lógico, interpretação de fenômenos físicos e domínio matemático, além de uma etapa experimental na fase final. Segundo ele, Arthur encarou as dificuldades como estímulo. “Quanto mais desafiador o conteúdo, mais ele se dedicava. Essa postura ativa faz diferença no desempenho.”
O incentivo familiar e o apoio da escola também contribuíram para a conquista. Arthur estuda na instituição há dez anos e destaca a cultura de valorização das olimpíadas acadêmicas. A participação em competições científicas, segundo educadores, ajuda a desenvolver autonomia, pensamento crítico e aprofundamento do conhecimento.
De olho no futuro, o estudante considera seguir carreira na área de tecnologia e pretende ingressar em uma universidade federal. Enquanto isso, a medalha de ouro já serve de inspiração para outros alunos. “Não é para ter medo de começar. Um pouco de dedicação por dia faz diferença”, concluiu o aluno.