Presentes Caros, Valores Baratos – O Natal em tempos de consumo, certezas vazias e silêncio interior

Por Fredi Jon O Natal chega e o ser humano corre — não para dentro de si, mas para o cartão de crédito. Compra-se como quem tenta anestesiar o incômodo de existir. Quanto mais vazio, mais sacola. Chamamos isso de tradição, mas soa mais como fuga. Se o Natal fosse cancelado, o que sobraria de nós? Silêncio? Afeto? Ou só a ansiedade por não saber quem somos sem o ritual do consumo? Vivemos a era da certeza sem estudo. Nunca se leu tão pouco e nunca se falou tanto. Opinião…

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Dia do Músico em tempos de IA: A voz que ainda vem da alma

Por Fredi Jon Em tempos em que a inteligência artificial compõe sinfonias, afina vozes e até tenta reproduzir emoções, o Dia do Músico surge como um convite à reflexão sobre a essência do som humano. As máquinas aprendem padrões, mas desconhecem o instante sagrado em que o silêncio se transforma em sentimento. A tecnologia pode gerar acordes impecáveis, mas não entende o arrepio que antecede o primeiro toque de um violão, nem o olhar que o músico lança ao público antes de cantar o que ainda não sabe dizer em…

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Fredi Jon – Cantando a vida mesmo quando a morte é bate à porta

A morte nunca pede licença. Chega como o vento, muda tudo de lugar e nos deixa diante do irreversível. Em 2008, Fredi Jon sentiu seu peso três vezes. Em maio, perdeu Antônio Carvalho, o amigo cuja voz ressoava entre reflexões e conversas sobre o mundo. Em agosto, o golpe foi mais profundo—seu pai, Jorge, partiu, deixando para trás um silêncio tão grande que parecia preencher cada canto. Mas a morte ainda não havia terminado. Em 2 de novembro, levou sua mãe. Como se seguisse uma lógica cruel, esperou o Dia de Finados para encerrar um ciclo que Fredi jamais quisera ver completo

A morte nunca pede licença. Chega como o vento, muda tudo de lugar e nos deixa diante do irreversível. Em 2008, Fredi Jon sentiu seu peso três vezes. Em maio, perdeu Antônio Carvalho, o amigo cuja voz ressoava entre reflexões e conversas sobre o mundo. Em agosto, o golpe foi mais profundo—seu pai, Jorge, partiu, deixando para trás um silêncio tão grande que parecia preencher cada canto. Mas a morte ainda não havia terminado. Em 2 de novembro, levou sua mãe. Como se seguisse uma lógica cruel, esperou o Dia…

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O Som que Ensina: A Arte, a Tecnologia e o Valor de uma Serenata no Dia do Professor

Por Fredi Jon Ser professor hoje é caminhar num fio delicado entre o humano e o digital. No passado, bastavam um giz e um quadro para ensinar o mundo; hoje, é preciso decifrar algoritmos, lidar com telas e disputar a atenção dos alunos com o universo inteiro que cabe em um celular. O “Dia do Professor”, celebrado em 15 de outubro, não é apenas uma data simbólica, é um lembrete de que ensinar continua sendo um dos atos mais corajosos e transformadores da sociedade. A tecnologia trouxe facilidades inegáveis. O…

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Motivação nas empresas – Entre o adoecimento silencioso e o respiro da arte

Por Fredi Jon Falar de motivação nas empresas virou quase um jargão corporativo. Multiplicam-se palestras, slogans coloridos, campanhas de “engajamento” e discursos inflamados sobre propósito. Mas, na prática, o que vemos são corredores cheios de gente esgotada, líderes que falam em “cultura de alta performance” enquanto ignoram o custo humano dessa engrenagem, e um índice crescente de profissionais adoecendo em silêncio. Burnout já não é exceção, é estatística. O medo de falhar, a cobrança constante, a falta de reconhecimento real e a superficialidade das ações de bem-estar transformaram o trabalho…

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Serenata no Aeroporto: Quando o Amor Ganhou Asas

Em julho de 2003, Congonhas amanhecia como sempre: passageiros apressados, malas rodando, voos sendo chamados no alto-falante. Mas naquele dia, o guichê da Vasp virou palco de um espetáculo que ninguém jamais esqueceu. Alexandre me ligou ainda escuro: — Fredi Jon, me ajuda a fazer minha história decolar hoje? Quero pedir a Bárbara em casamento no trabalho dela. Bárbara era atendente da Vasp, conhecida pelo sorriso doce que acalmava passageiros nervosos. Chegamos cedo com nosso trio: eu no violão e voz, a cantora e o saxofonista pronto para encantar o…

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26-07 – Ser avô é carregar gerações de aprendizado, afeto e memória

Por Fredi Jon Num tempo em que tudo parece urgência, os avós são o silêncio que permanece. Eles não apenas contam histórias — eles são as histórias. São o território sagrado onde a vida da família começou a germinar muito antes de sabermos o que era crescer. Em cada ruga, em cada gesto paciente, há um legado que não se lê em manuais: herança de sangue, de luta e de amor transmitido sem espetáculo. A genética nos conecta por dentro. Herdamos o tom da voz, a forma de andar, o…

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O Fã clube e a serenata

No início dos anos 2000 quando a Serenata & Cia ainda engatinhava Fredi Jon foi contratado por um fã clube. Eram mulheres moradoras da cidade de Campinas que eram completamente alucinadas por uma famosa apresentadora. de TV. Elas entraram em contato através do site, tudo foi acertado e Fredi juntamente com a caravana foram para frente da emissora.

No início dos anos 2000 quando a Serenata & Cia ainda engatinhava Fredi Jon foi contratado por um fã clube. Eram mulheres moradoras da cidade de Campinas que eram completamente alucinadas por uma famosa apresentadora. de TV. Elas entraram em contato através do site, tudo foi acertado e Fredi juntamente com a caravana foram para frente da emissora. Fã é tudo igual minha gente, as senhoras de meia idade pareciam adolescentes alucinadas, umas gritavam o nome da apresentadora, outras choravam muito e ela nem tinha dado o ar de sua…

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Serenata de cumplicidade: O Amor de Uma Babá e Sua Menina

Por Fredi Jon  Era uma noite fria de inverno quando nossa trupe seguiu em direção a Moema, em São Paulo. O destino? Um buffet infantil, daqueles iluminados por cores vibrantes e gargalhadas miúdas. Mas o que nos levava até lá não era uma festa qualquer. A responsável pela surpresa era Edna, a babá da pequena Marina, de apenas nove anos. E a homenageada? A própria Marina Poucos imaginavam que, no meio dos brinquedos e da euforia típica das crianças, uma serenata estava prestes a acontecer e menos ainda que havia…

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Serenata no busão

Sim, a trupe da Serenata & Cia foi contratada para fazer uma serenata em um ônibus. Em uma tarde do mês de outubro recebemos um telefonema de um rapaz, Cláudio era o seu nome, Cláudio queria contratar uma serenata para o pai, o “Seu Orlando”, Orlando um senhor de quase setenta anos, era cobrador de ônibus e estava para se aposentar,  seus filhos queriam fazer uma homenagem para ele, queriam contratar um trio para fazer uma serenata para o pai no ônibus,  Fredi Jon tentou argumentar, mas Cláudio estava irredutível, …

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