Você ainda é humano?

As redes sociais vivem nos perguntando se somos humanos.“Marque os semáforos.”“Prove que não é um robô.”“Confirme sua identidade.” Bastam alguns cliques.E pronto: você está autorizado a existir. Curioso. Nunca nos perguntam se sabemos sentir.Nunca nos perguntam se sabemos respeitar.Nunca nos perguntam se sabemos cuidar. Enquanto isso, humanos “verificados” destroem países em nome de ideologias, transformam mentiras em bandeiras, ódio em discurso, violência em projeto.Com perfil autenticado e consciência desligada. Adolescentes riem enquanto machucam.Filmam a crueldade.Transformam dor em entretenimento.E curtidas em medalhas. O crime organizado não se esconde mais.Ele tem marketing.Tem…

LEIA MAIS

Indústria no alvo do insaciável apetite fiscal

Por Rafael Cervone Medidas recentes adotadas pelo poder público aprofundam uma distorção histórica da economia brasileira: a insistência em elevar uma carga tributária já excessiva, penalizando investimentos, empregos e a competitividade. É uma prática que não enfrenta a raiz do problema e castiga quem produz e trabalha. Dentre as iniciativas mais nocivas está a recente aprovação da Lei Complementar nº 128/2025, que inaugura um equívoco conceitual grave ao tratar o lucro presumido como se fosse um benefício fiscal. Não é e jamais foi. Classificá-lo dessa forma é falacioso. Na prática,…

LEIA MAIS

A difícil arte de fazer alguém se sentir importante – A serenata que ninguém vê

Por Fredi Jon O que pouca gente sabe é que uma serenata começa muito antes da primeira nota. Ela nasce no GPS confuso, na rua sem placa, no bairro onde o sinal some e a coragem precisa aparecer. Nem sempre o endereço é fácil, nem sempre é seguro, nem sempre o trânsito colabora. E, às vezes, quando finalmente chegamos… o homenageado não está. A gente canta para a ausência, para a esperança, para a possibilidade. Tem festa barulhenta, convidado que acha que serenata é trilha sonora de conversa paralela. Riem…

LEIA MAIS

O Som que Transforma Ostras em Pérolas

Aprendi ao longo da vida que todo ser humano nasce ostra. Não por vocação marinha, mas por necessidade existencial. Somos sensíveis demais para o mundo que nos recebe e, cedo, entendemos que sentir tudo tem custo. O tempo faz seu trabalho silencioso: lança areia. Frustrações, ausências, afetos adiados. Para sobreviver, fechamos a concha. Chamamos isso de maturidade. Em muitos casos, é apenas cansaço bem organizado.

Por Fredi Jon Aprendi ao longo da vida que todo ser humano nasce ostra. Não por vocação marinha, mas por necessidade existencial. Somos sensíveis demais para o mundo que nos recebe e, cedo, entendemos que sentir tudo tem custo. O tempo faz seu trabalho silencioso: lança areia. Frustrações, ausências, afetos adiados. Para sobreviver, fechamos a concha. Chamamos isso de maturidade. Em muitos casos, é apenas cansaço bem organizado. A serenata surge quando a alma está protegida demais para continuar viva e ferida demais para se abrir sozinha. É exatamente nesse…

LEIA MAIS

O conto de Natal da economia

O romance Um Conto de Natal, escrito pelo romancista inglês Charles Dickens em 1843, conta a história de Ebenezer Scrooge, um homem sovina e solitário, que é visitado pelos fantasmas do Passado, do Presente e o do Futuro. Eles lhe revelam o peso de suas escolhas erradas. A economia brasileira, à sua maneira, vive algo parecido. Também recebe espectros, e todos eles insistem em nos mostrar os riscos dos nossos equívocos. Nosso primeiro visitante é o Fantasma do Passado. Ele arrasta as correntes pesadas do Custo Brasil. O segundo visitante,…

LEIA MAIS

Ano novo, o mesmo mundo: quando mudar o olhar é mais urgente do que mudar o calendário

Por Fredi Jon Todo fim de ano repete um ritual conhecido: promessas, listas, votos de renovação. O calendário muda, os fogos iluminam o céu e, por algumas horas, parece que a vida ganhará um novo enredo. Mas passado o espetáculo, o que permanece é quase sempre o mesmo cenário — os mesmos conflitos, as mesmas desigualdades, os mesmos dilemas pessoais e coletivos. Talvez o erro esteja na expectativa. Não é o tempo que nos trai; somos nós que insistimos em olhar os velhos problemas com lentes gastas. A ideia de…

LEIA MAIS

Presentes Caros, Valores Baratos – O Natal em tempos de consumo, certezas vazias e silêncio interior

Por Fredi Jon O Natal chega e o ser humano corre — não para dentro de si, mas para o cartão de crédito. Compra-se como quem tenta anestesiar o incômodo de existir. Quanto mais vazio, mais sacola. Chamamos isso de tradição, mas soa mais como fuga. Se o Natal fosse cancelado, o que sobraria de nós? Silêncio? Afeto? Ou só a ansiedade por não saber quem somos sem o ritual do consumo? Vivemos a era da certeza sem estudo. Nunca se leu tão pouco e nunca se falou tanto. Opinião…

LEIA MAIS

A Escuridão que não se apaga: Quando a falta de energia é apenas o reflexo de uma crise maior

Por Fredi Jon A falta de luz vai muito além da simples ausência de energia elétrica. Ela reflete uma lacuna profunda na consciência coletiva e na forma como as estruturas de poder e de fé têm conduzido a sociedade. Quando falamos em “falta de luz”, não nos referimos apenas à escuridão nas ruas, mas à escuridão nas mentes, naqueles que governam e nas instituições que deveriam ser os faróis de orientação e solução para os problemas da população. Na política, a falta de luz é uma metáfora poderosa para a…

LEIA MAIS

O silencio dos 364 dias

Por Fredi Jon A pior forma de racismo não é discutir o tema no Dia da Consciência Negra — é fingir que o problema só existe nele. Transformar um drama histórico em uma data específica é confortável demais para um país que insiste em se enxergar como “cordial”. É fácil postar no dia 20 de novembro; difícil é encarar o restante do ano em que os números continuam gritando e quase ninguém escuta. Se a desigualdade não tira férias, por que a consciência deveria? Se a violência contra jovens negros…

LEIA MAIS

Dia nacional da filosofia e o impacto da mídia: Entre reflexão, manipulação e superficialidade

Por Fredi Jon Hoje, 18 de outubro, celebramos o Dia Nacional da Filosofia, ao mesmo tempo em que se comemora o Dia da Televisão. Essa coincidência nos convida a refletir sobre dois mundos aparentemente antagônicos: de um lado, a filosofia, que busca a profundidade do pensamento e a verdade; de outro, a televisão e a mídia em geral, que, muitas vezes, se tornaram instrumentos de manipulação e superficialidade. A televisão, inicialmente vista como uma ferramenta de educação e informação, se transformou em um poderoso veículo de entretenimento e consumo rápido…

LEIA MAIS