Por Fredi Jon Há encontros que a vida marca no calendário. Outros, a música grava na alma. Durante vários anos, havia um caminho que eu percorria até Interlagos e que, sem que eu percebesse, se transformou numa travessia entre tempos diferentes. Eu levava um violão. Eles me ofereciam aquilo que o mundo moderno anda esquecendo: presença. Era uma reunião anual de idosos. Mas chamar aqueles encontros de evento seria uma injustiça. Ali acontecia algo mais raro: pessoas dividindo memórias como quem reparte pão. Ao final da serenata, surgiam as taças…
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